Imagine um cara que larga tudo após se formar na faculdade: família, amigos, dinheiro e bens materiais, sai com seu carro velho pela estrada sem rumo pré-definido. E mais: ainda doa o que restou da poupança que guardou a vida toda para a faculdade para caridade. É basicamente assim que começa o enredo do filme.
É a história aparentemente verídica de Christopher McCandless, ou Alex Supertramp como ele refere a si mesmo durante o filme, viajando desde West Virginia, para o Mexico, e depois ao Alasca. Sem um tostão no bolso, fazendo bicos, aproveitando o que a natureza tem de melhor, pegando caronas e conhecendo pessoas com particularidades tão estranhas quanto às dele.
O filme é gostoso de assistir, chega a ficar um pouco confuso às vezes, com as idas e vindas de presente-e-passado, sem definir muito bem o quê é o quê. Mas logo você se dá conta o que é cada tempo, seja pelos personagens, ou pelo ambiente do ônibus abandonado.
Tem alguns clichês, é fato, mas também tem algumas coisas legais, como o fato dele não ter se aproveitado da garota de 16 anos com hormônios à flor da pele, a conquista do morro pelo velhinho Ron, e o fato dele não ter mantido mais contato com a família. Só ficou meio ridículo o lance da moeda no telefone público, meio blergh demais e querendo mostrar qualidades de bom moço ao garoto.
Mas o que mais me chamou atenção do filme foi a forma de vida que o protagonista buscou pra ele: longe desse consumismo moderno, longe das necessidades "básicas" da sociedade urbana. Simplesmente se embrenhar no mato, pegar o que precisa pro dia, uma barraca pra garantir o teto durante a noite, e assim vai. Vida de índio. Vida boa. Deu até vontadinha de imitar algo assim, pegar o mochilão e sair mundão à fora... mas logo passa, só olhar pro DS! HAHAHA!

Um filme bom, mas não para qualquer um. Valeu pra compensar e começar a tarde dessa terça maluca. 6.75/10. :3
PS: quem assina a trilha sonora é o Eddie Vedder! e deixando a fãzice de lado, gostei viu! \o\
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