segunda-feira, julho 20, 2026

20 Anos

Hoje, faltam 6 dias para minha 1° maratona. A ansiedade me consome, tudo que vejo, leio, ouço, acabo encontrando algum propósito ou correlação com a corrida. O hiperfoco está absurdo, mas estou muito feliz pelo ciclo que realizei.

Mas hoje, 20/07/2026, não é sobre isso que quero escrever. Hoje, o Facebook me mandou uma lembrança, de 15 anos atrás, quando celebramos o seu 1° aniversário em terras brazucas. Você havia completado 5 anos na época. Te dei uma boneca da Puma, porque pra mim, você tinha a cara dela, e adorava vermelho.

Eu não sabia mas eu já te amava desde o 1° momento que nos vimos. Eu me via muito em você. Mas você era muito melhor do que eu poderia ser. Você reunia as melhores partes minhas e da minha irmã, tão jovem, tão sonhadora, e tão sociável já desde cedo. Eu, só fui desabrochar depois de muitas décadas.

Era incrível os momentos que a gente podia tentar passar juntos, e principalmente, eu poder tentar te passar com o que eu tinha de melhor. Te fazer pensar com a própria cabeça, te ajudar a descobrir coisas novas, te ajudar a decidir sobre o que era melhor pra você mesma. Coisas que eu aprendi a valorizar, e queria passar pra você.

O destino não quis que a gente celebrasse sua maturidade, que vinha vindo a galope, juntos. O destino não quis que a gente tomasse sua 1° dose do que quer que fosse. O destino não quis que você vivenciasse os amores que eu já havia vivido, e só pude contar e relatar pra você.

Ainda não tem um dia que eu não pense em você, Yuka. Ainda não tem um dia que não me doa você não ter tudo a chance de celebrar os 15 anos. Ainda não tem um dia que eu não queira viver mais, por você.

Eu espero que esteja tudo bem aí, onde quer que você esteja. Por aqui, está tudo bem. Você, e o Tim, serão sem dúvidas a minha homenagem na SP City. Porque vocês são minha inspiração. 💛

sexta-feira, maio 08, 2026

Viagem ao Nihon

 Nesses últimos 30 dias, fiz a maior viagem da minha vida. Fui para o Japão, um sonho antigo, e que eu não imaginava tudo que poderia representar.


Ao todo, visitei 9 cidades por lá: Tóquio, Sapporo, Atami, Osaka, Kyoto, Hiroshima, Nagoya, Shizuoka e Yokohama. Algumas por vários dias, outras só um dia de passagem. Criei álbuns de fotos para cada uma dessas passagens, e compartilhei com algumas das pessoas que mais amo, pois queria não que vissem o Japão turístico, pois isso dá pra achar fácil na internet  Queria que vivessem e compartilhassem um pouco daquilo que eu via e sentia, através das fotos bonitas, das fotos desfocadas, das fotos sem sentido.


Foram muitos sentimentos, e não sei se já consigo traduzir em palavras. Estar em contato com a terra em que meus avós nasceram, entender um pouco mais de onde vim, trouxe outros significados e reflexões. Por todo lugar que passava, procurava essa conexão, e por muitas vezes a encontrei. Às vezes numa rua cheia de plantas, às vezes num casal de velhinhos caminhando juntos, às vezes num belo pôr do sol enquanto eu corria. Coisas simples, mas que significaram muito pra mim.


Tentar ver a história com meus próprios olhos, tocar o que vem sendo mantido há décadas, há séculos, ver uma cultura e organização completamente diferente do Brasil, ver um povo que se comporta de uma forma que parece uníssona, onde mesmo com tantos milhões de pessoas, as engrenagens parecem rodar.


Mas o ponto que quero deixar aqui, tem a ver com talvez o momento mais emocionante dessa minha viagem, uma visita a um museu que eu CHOREI, e o filme que acabei de ver, Velozes e Furiosos 7. Sim, pode acreditar, tem alguma correlação.


O museu era o Museu da Paz de Hiroshima, um memorial construído e mantido no pós guerra, bem onde foi o epicentro da bomba. Logo de cara, te colocam com os relatos de como era Hiroshima, e o que se tornou após a bomba. E todas as sequelas disso. De quem sobreviveu, de quem não sobreviveu, e de quem mantém essa memória viva até hoje. São vários relatos, alguns recortes, outros extremamente completos e profundos, mas todos cheios de carga emocional, de sonhos, e do que poderia ser e não foi.


E uma história me pegou em especial. Da Sadako, uma jovem que tinha apenas 2 anos quando houve a bomba, mas sobreviveu e levou uma vida na infância relativamente normal, com seus familiares ao redor, frequentando escola, com amigos, assim que a vida pode voltar ao normal. Isso durou 10 anos, até que ela foi diagnosticada com leucemia. Os pais não contaram de início, mas quando o corpo foi cedendo e ficando mais fraco, ela mesma tentava se manter forte para não preocupar os pais e os amigos. Esses, obviamente preocupados, fizeram 1000 tsurus, pois há uma crença japonesa que se alguém fizer isso para alguém enfermo, essa pessoa irá se curar. Sadako, infelizmente, não resistiu.


Não tem como eu dissociar isso da história da minha sobrinha, a Yukari, principalmente com os 1000 tsurus. Eu chorei, por ela, por eles, e levei alguns minutos para me recompor. E a conexão com cada lugar foi se construindo dessa forma, descobrindo e redescobrindo o que realmente me importa.


Muitos de nós fomos criados para ter como sonho constituir família, tradicional, com cônjuge, filhos, e perpetuar o sangue. Mas, aí é onde entra o filme: e se o conceito de família for quem a gente escolhe que faça parte dela? Há décadas eu já penso dessa forma, pois a família de sangue ela só vem, não é uma escolha  é uma imposição. Às vezes, damos sorte de serem boas pessoas. Às vezes, são pessoas tão horríveis que dá vergonha de carregar o mesmo sobrenome. Agora, a família que escolhemos... Podemos ser quem somos, verdadeiros, pois a conexão existe. E não é sobre ser iguais, sobre ter mesmos gostos. É sobre confiança. É sobre saber que estarão lá nos momentos bons, e principalmente, nos momentos ruins.


E assim, em cada templo budista onde passava, há a cultura de jogar uma moeda no altar específico, e fazer uma oração e um pedido. Em todos eles, desejei a mesma coisa: que as pessoas que amo sejam felizes.


O Japão significou pra mim não pelas experiências modernas que proporcionou, não pela sua tecnologia e organização, não pelas compras que fiz e me deixaram ligeiramente falido. O Japão significou pra mim muito mais, saber onde pertenço, o que significa o peso do passado de quem veio antes de mim, o porquê que gosto de seguir regras e, ao mesmo tempo, entender elas pra desvirtuar elas. E, principalmente, porque amo tanto as pessoas que amo.


Claro, teve toda a experiência gastronômica, mas esse é um capítulo a parte. É sobre ikigai, é sobre propósito, e sei que dei o meu melhor, mesmo quando não aguentava mais  37 ramens em 26 dias de Japão. É mais do que um por dia. Só um dia não comi ramen por lá, mas outro dia comi 4. E assim seguimos.


Muito grato por tudo. Logo mais estou pisando em terrinhas brazucas novamente, cansado, muito cansado, mas muito feliz que vou poder rever pessoas. E abraçar. E dar carinho. E viver. Tudo aquilo que outros não puderam. Muito grato mesmo.

domingo, fevereiro 22, 2026

Evidências

 Enquanto a gente tenta controlar a volatilidade do coração, anedotas de um dia simples mas muito bom:

- acordei e fui fazer hot yoga, suei bastante mas senti que rendeu;

- fui tomar café da manhã em uma das minhas padarias favoritas, o Fabrique. Pedi mais do que devia e sobrou, mas a salada de frutas tava excelente;

- voltei pra casa e vi que ia ter bloquinho na Consolação (out!);

- fui no mercado e fiz a reposição do que precisava (vanish!);

- em casa, vi o filme Pavana, o melhor filme do ano até então. Conta sobre um romance entre dois colegas de trabalho, cada um estranho ao seu modo, e seu amigo excêntrico, e como ficam as divagações de cada um enxergar o mundo. Nota importante: é um filme coreano, então tem que estar com a carga emocional preparada. Nota 9/10;

- fiz treino de pesos na academia. Imaginei que estaria bem vazio por conta do pós carnaval, e deu certo, aproveitei pra fazer meu treino de boa, com direito a 3 pranchas de 1 min;

- lavei os tênis de corrida que estavam imundos;

- fui no cinema com um copão de vinho e assisti Valor Sentimental, que está concorrendo com o Agente Secreto no Oscar. É uma boa história, dramática, com muitos problemas clássicos da psicologia familiar e narcisista, e uma fotografia linda. Mas, não tem dona Sebastiana. Nota 8/10;

- voltei e comi um ramen no Sora. Tô viciado naquela manteiga. Talvez pq aceite VA;

- vi alguma propaganda do filme Evidências do Amor, e sabia que PRECISAVA ver. O filme é surpreendentemente bom, ele tem umas sacadas de viagem no tempo memorial, e de fato é um filme que fala sobre o amor, e das suas diversas camadas. E Sandy, ah Sandy. Até que deu liga com o Porchat. Nota 8/10;

Ou seja, fazia tempo que não via 3 filmes, e ainda fazia treinos pra manter a vida fitness. O copão de vinho não conta.

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Nosso Sonho

Sabe aquele sentimento bom que faz você ter borboletas no estômago, ficar ansioso para ver e falar com a pessoa, desejar que ela seja feliz acima de tudo, e que, para você, nada mais importaria a não ser estar com essa pessoa? Pois aqui iniciamos mais um devaneio e desabafo sobre as peripécias deste coração.

A minha paixão e amor atual tem nome e CPF. Ela se chama Larissa. Ou Baby Lari, como gosto de chamá-la, e uma vez ela disse que gosta de ser chamada assim. Ela me chama de "amigo", que de fato não é o nome mais carinhoso, mas vamos aos fatos.

Ela apareceu pela 1º vez em minha vida em 2018, quando eu já estava na Geinv. No BB, temos o "Humanograma", onde é possível visualizarmos os funcionários de todo o conglomerado. Em uma dessas espiadas, achei sua matrícula, e de tempos em tempos acompanhava sua trajetória. Em algum dado momento, vi que ela havia se tornado GG no litoral, e pensei: nunca vou conhecer essa mulher pessoalmente.

Mas eis que, anos depois, em 2022, no ato da 1º implosão da Geinv, ela surge no novo prefixo do Mateus. Na época, ainda mantinha boas relações com ele, e fui chamado para a festa de despedida do 1500. Aproveitei a oportunidade para ir, e quando a encontrei, não perdi a oportunidade de me aproximar, me apresentar, e finalmente conhecer aquela mulher que sempre havia me despertado curiosidade. Só que ela tinha um porém, ela namorava.

No decorrer de 2023, continuei frequentando os eventos das outras Geinvs, inclusive e principalmente a do Mateus, por pessoas como o Fefo e a Michelle, mas inclusive pela Lari. E fomos criando uma amizade, inicialmente mais de bares, de rolês, e sempre notei o quanto ela era "sinestésica", do toque, do carinho, mas que não era um flerte. Era um jeito de expressar e de se comunicar.

Corta para o momento onde a Michelle estava internada na UTI. Problemas respiratórios graves. Sem pensar, fomos lá visitá-la no hospital, mas como havia suspeita de COVID ou alguma outra doença infecciosa, não pudemos vê-la. Mandamos mensagem e deixamos uns agradinhos. Estávamos eu, Lari e Laura. No Uber, voltamos nessa ordem. E, naquele momento, ela pega na minha mão. Como um gesto de ternura, de emanar bons sentimentos por aquela que queríamos o bem e estava passando por uma situação difícil, por uma situação que demanda conforto e o querer ajudar e fazer bem. E naquela hora eu sabia que havia me apaixonado, mesmo sem poder, pois ela estava comprometida.

Corta para alguns meses depois, e ela termina o relacionamento. Traição. O cara tinha OUTRA namorada. Ela, que já havia me ajudado a fazer minha mudança para o novo apê, ainda teve a coragem de se abrir comigo. Fui ouvido, fui abraço, e quis confortá-la dentro do possível. Quis respeitar seu tempo, seu processo de luto pelo término de um relacionamento longo, e da forma errada, no tempo errado, me declarei. Por um áudio no whatsapp. Recebi um não. Mas aquilo me consumia de tal forma, que não podia ter deixado passar o ano de 2023 com aquela angústia.

Ela foi educada. Ela ainda se preocupou comigo, e perguntou se queria que ela se afastasse. Eu disse que não, e que ficaria bem. Alguns meses depois, ela começou a namorar, e eu sei bem lidar com isso. Quando um não quer, dois não fazem, e quando ela está bem com outro, só desejo que ela esteja feliz e que a outra pessoa faça valer a pena.

E de 2024 pra frente, continuamos relativamente próximos, saindo esporadicamente, mas cada vez menos, até pelo fato de eu ter cortado relações com o seu antigo prefixo. Mas em 2025, uma oportunidade surgiu, e eu a ajudei a vir para a Geinv onde hoje atuo. E assim, ela passou a trabalhar perto de mim, pela 1º vez.

Eu já havia declarado aos quatro cantos o quanto eu gostava dela, mas era uma paixão. Algo que não imaginava que pudesse evoluir, sem ter uma reciprocidade de fato. Não achava que trabalharíamos juntos, até porque quando conversávamos sobre trabalho, e pela sua nova faculdade de banco de dados, achei que sua trajetória no banco tomaria outros rumos. Mas não, o destino quis que a gente trabalhasse juntos.

Minha felicidade já era imensa só de ter ela por perto, todos os dias, e até deixei de fazer home office nos seus primeiros meses conosco, para ter mais tempo ao seu lado. Ouvir suas risadas, ter pequenas trocas durante o dia, aqueles pequenos toques e carinho, e seu olhar que enxerga dentro da alma, tudo aquilo me bastava, até porque ela estava novamente comprometida. 2025 foi um ano onde me foquei muito na minha vida fitness, e comecei a mudar todas as minhas metas e focos e prioridades. De fato, me tornei uma outra pessoa.

Passei a gostar de coisas que antes para mim eram difíceis, como atividades físicas, e pela 1º vez senti falta de correr. Passei a fazer hot yoga e musculação com alguma frequência, e diminui bastante as saídas para bebedeiras, e praticamente zero baladas ou similares. Outra vida, outras prioridades, uma serenidade mais plena e uma alegria ainda existente.

E, no 2º semestre de 2025, ela passou a integrar a minha equipe atual, do Atacado. Ela passou a sentar na minha frente. Era difícil conter essa minha alegria, mas eu ficava feliz pelas conquistas e reconhecimento do trabalho dela. Ter ela junto conosco trouxe um clima mais amigável, mais leve.

Ainda assim, admiro muitas coisas nela. Seu foco, sua capacidade de correr atrás do que não sabe, da sua disposição para ajudar aos outros, sua forma de falar sempre carinhosa e com muita empatia, sua determinação em comer marmitas para economizar com outras prioridades, sua relação com a família sempre muito próxima e afetiva e carinhosa principalmente para com seus sobrinhos, e sua busca por rolês culturais que, inclusive, às vezes tinha oportunidade de ir junto, como no lançamento do livro do Sérgio Cortela. Ela, que num momento inicial era apenas um rosto bonito, tornou-se alguém que admiro demais, e fico feliz apenas pela felicidade dela.

Só que o destino não quis que ela encontrasse a felicidade plena. Ela, que busca casar e ter filhos, novamente teve um relacionamento rompido por traição. Novamente, ela teve a coragem de se abrir comigo. Novamente, eu a vi e ouvi chorando. E, naquele momento, na minha impotência e no meu amor pela pessoa que estava à minha frente, demonstrando toda sua vulnerabilidade e sentimentos, eu só podia oferecer o que eu sei que faço de melhor: ouvir, ceder meu ombro, e buscar mostrar o quanto ela é uma pessoa incrível.

E, nestas últimas semanas, tenho ido com tudo. Deixei aberto a vulnerabilidade da minha skin "Premium", como se fosse um namorado, sem ter os "benefícios" do relacionamento, mas buscando apresentar a minha melhor versão. Aquela mensagem diária, contar como foi o dia, querer saber como foi o dia, fazer planos para o que fazer e se encontrar. Eu quis aproveitar o momento para estar com ela, mas principalmente, para voltar a fazer ela feliz e que ela se reencontrasse na maravilhosidade que ela é.

Fomos correr na USP. Fomos num Izakaya. Fomos tomar um chá. Em dias diferentes. Dentro do cronograma possível dela, com a volta as aulas da faculdade, com seus encontros com outras amigas e a família. Sempre ali, sempre presente, sempre desejando seu bem. E obtendo retorno, carinho, mensagens, e mais planos.

E chega o carnaval. E surge uma oportunidade para ela ir conosco, pois foi liberado uma cama. E ela aceita o convite. E foi nossa 1º viagem juntos. Com mais outras 14 pessoas, claro, mas ainda assim, juntos.

Quando a convidei, minha prioridade é que ela fosse feliz. Feliz de verdade. Criasse boas memórias. Esquecesse os problemas da vida cotidiana, do trabalho, dos estudos, e de tudo que ela sofreu recentemente. E acredito de verdade que isso foi possível. Busquei me segurar em todos os sentidos para garantir que o clima fosse excelente, principalmente para ela.

Mas a porta da vulnerabilidade estava aberta. Fazia anos que eu não permitia isso. A última vez que isso aconteceu foi com a Seila, e apesar de tudo, do meu caos interno, do piripaque, havia sido completamente diferente.

A melhor que definição que tenho sobre a Seila é que eu a amo, mas não gosto dela. Amo por tudo que ela já fez e representou pra mim, de fato cresci como pessoa e como profissional, aprendi a enxergar muitas coisas de formas diferentes da que o meu mundo limitado permitia, e me vi curtindo excelentes momentos em sua companhia. Mas não gosto como seu jeito peculiar me evita, me trata, quase como um repúdio. E hoje ela se tornou só uma anedota, uma mulher bonita com quem de vez em quando vou no karaokê junto com outras pessoas.

Com a Larissa, foi diferente e o inverso. Ela inicialmente só era uma mulher bonita, mas ela se tornou muito mais do que isso com o passar dos anos. Foi um sentimento que foi maturando, tomando forma, e que foi agregando em muito mais camadas. Quando me apaixonei por ela em 2023, foi mais uma paixão, encantado pelo mix de sua beleza com seu carisma e sinestesidade. Contudo, agora em 2026, tomou outra forma completamente diferente.

Ela é a pessoa completa que eu sempre procurei. Ela é aquela que consigo enxergar buscando um futuro, juntos. Que temos gostos parecidos, mas também gostos diferentes. Vi ela em dois relacionamentos distintos, e ela tem algo que eu valorizo demais, ela dá liberdade, ela confia, e se eu tenho uma certeza na vida, é que eu nunca trairia essa confiança. Ela tem uma risada gostosa que cativa, ela tem um toque que faz você sentir afeto e carinho, ela tem uma visão de vida pura porém realista, e ela deseja ainda alcançar muito mais coisas do que já possui. Comprou seu apartamento, mobiliou sozinha, e se dedica demais para si própria. Mantém relações com as pessoas importantes, e onde me conquista ainda mais, já falou de mim para sua mãe e para sua melhor amiga, a Tik.

Eu, não tenho palavras para descrever o quanto eu amo essa mulher. Eu, há muito tempo decidi que não é meu desejo casar ou ter filhos, mas isso não é um veto. Sempre tive consciência que, se aparecesse alguém que valesse a pena, toparia, planejaria e me dedicaria a isso com tranquilidade. E ela é essa pessoa que me faz acreditar nisso sem ter um pingo de dúvidas. Ela me faz sorrir só por existir. Ela me faz admirar na sua braveza e na sua postura em defender o certo. Ela, me fascina ao ver que ela consegue se adaptar, e viver a vida um pouco mais loucamente e reinterpretando as regras assim como eu faço. Ela, hoje, é a pessoa mais importante pra mim.

Mas a vulnerabilidade machuca, afeta, distorce, e faz sentir coisas que eu não quero sentir. Nós, não temos nada além de uma bela amizade. Mas, quando estamos numa casa com outras 13 pessoas, e vejo claramente dois desses homens flertando ativamente com ela, e ela levemente correspondendo aos olhos de outras pessoas, me consome em ciúmes, e tenho que me segurar. Pois não temos nada. Não prometemos nada. Ela já me disse que me ama, mas tenho certeza que foi na intenção da amizade.

E vem os nós na cabeça que minha mente quer reinterpretar. Eu tenho problemas de memória, e mais ainda quando exagero um pouco na bebida. E ela me solta: "Então quer dizer que aquele "Te amo" não era verdade? Eu fiquei sem reação, pois eu realmente não lembrava. Travei, até porque havia outras pessoas em volta, e podia ser tudo em tom de uma brincadeira, pois não sequência falaram sobre um beijo triplo, do qual eu tinha certeza que não havia feito. Mas os danos em meu coração já estavam feitos.

A cada vez que ela conversava com outros rapazes, eu só pensava em como me manter feliz, para que ela pudesse continuar curtindo aqueles dias sem nenhum causo que desabonasse, principalmente da minha parte.

E aí, na terça, corro 10k, porque precisava colocar um pouco mais dos pensamentos em meu lugar. Me desafiei além, pois estava com foco nela, em ter mais uma anedota pra contar, mas meu corpo cedeu, baixou a pressão e deu uma hipoglicemia. E o pessoal cuidou de mim. Principalmente e inclusive ela.

Eu, realmente amo essa mulher. E realmente acho que ela é muita areia pro meu caminhão. Ela é linda, aos olhos de praticamente qualquer um que a veja, mas não é sobre isso. É sobre a pessoa, é sobre a energia. A conexão que temos é realmente muito incrível, e sinto que com ela posso ser verdadeiramente eu, e que ao lado dela poderia ir muito mais além, por mim, por ela, por nós.

A cabeça está um nó, e só de imaginar ela com alguém que não mereça ela, já me dá náuseas. E eu tenho que segurar esse sentimento ruim, pois não agrega em nada, só corrompe, só destrói, e corro o risco de perder da minha vida uma pessoa incrível com quem pude passar excelentes momentos nesses últimos anos, e espero continuar criando novas histórias pra muito além.

E, ao som de "Claudinho & Bochecha", espero que minha vida possa ser adjucada ao seu encontro, e que assim seja construído o "Nosso Sonho". Mas claro, isso é só uma fanfic da minha cabeça.

segunda-feira, janeiro 01, 2024

Sem Pé Nem Cabeça XXIV

E encerra o ciclo de 2023.

Um ano bom, um ano diferente, e um ano que continua o que foi reiniciado em 2022.

Com o fim prático da pandemia, e um novo ciclo de esperanças pós eleições, vamos à recapitulação clássica do ano deste ser, para a posteridade do próximo ciclo:

- logo no começo do ano, um dos meus melhores amigos, o Fábio "Tim" Yonekawa, se foi;

- ele era alguém muito importante pra mim, praticamente um irmão, e saber da sua partida foi um choque, mas que sei que, no fim, era algo melhor para sua paz;

- consegui me "despedir", indo visitar seu túmulo em BH;

- trabalhando no centro de SP desde o final do ano passado, aproveitei bem o centro dentro das possibilidades: conhecendo restaurantes e bares, e inclusive alguns passeios culturais e cafés;

- despedidas de incontáveis pessoas incríveis que conheci nestes últimos anos: Fernanda e Januária, Gui "Baby" Verçosa, Heitor, Mosca, Lëomar, Simoninha, Bete, Ricardinho...

- ...e, neste ano, a Lúcia finalmente deixou a Geinv;

- confesso que ficamos com muito receio sobre quem viria no lugar dela;

- e confesso que tivemos muita sorte em receber a Adriana em seu lugar;

- muitos karaokês! Muitos!;

- viagens para RJ (2x), BH e DF;

- 1° passeio de barco;

- 2° passeio de barco;

- voltei a me apaixonar;

- não deu certo;

- alguns vários churrascos aleatórios;

- outros bares aleatórios;

- a tolerância etílica aumentou vertiginosamente;

- comprei meu apartamento, no lugar que eu queria, como eu queria;

- mobiliei o apartamento em praticamente tudo que queria para este ano;

- tenho ido com alguma frequência nos treinos e academia ao longo do ano. Mais do que minha média da vida, menos do que o ideal;

- tenho tido mais vontade dos treinos de pesos e aparelhos do que de correr;

- fiz 4 provas de corrida neste ano, e em 2 delas eu caí;

- e em um dos churrascos, caí e furei a bunda. Perdi a bermuda nisso;

- atualmente com 25 pares de all star, e contando;

- voltei a ler livros. Li 4 neste ano;

- agora tenho minha rede própria!;

- tomei o whisky Hibiki pela 1° vez. Que maravilhoso!;

- fui algumas vezes no jazz;

- fui em 2 shows: Raça Negra e Alanis;

- viajei a trabalho, pela 1° vez na vida, para Cuiabá -MT;

- palestrei pra cerca de 100 pessoas;

- me tornei pai de plantas: 7 plantinhas diversas, e 2 terrários;

- finalmente fui no voluntariado da Hamburgada do Bem. 3x nesse ano. Queremos continuar fazendo esse bem;

- e está gostoso ficar em casa. Tanto que, por opção, passei o Réveillon por aqui.

E o que me aguarda em 2024?

Só o tempo dirá.

💛

terça-feira, dezembro 05, 2023

O Silêncio

 A ausência de resposta, também é uma resposta.

domingo, dezembro 03, 2023

Hedge e Volatilidade

Um amigo muito próximo gosta de dar nomes alternativos às pessoas envolvidas em minha vida. Pode ser algo simples, como "garotinha", ou palavras mais específicas, como "hedge" e "volatilidade". E de fato, são palavras que definem muito bem a situação.

Neste ano, voltei a me apaixonar. E assim o coração e a mente se desencontram, se atrapalham, se transformam em picos de ansiedade, e faz com que o ser aqui sempre busque o confronto do emocional x racional.

E senta que lá vem história.

Desde que soube da sua existência, quis te conhecer. E a conexão foi automática, instantânea, sinestésica e recíproca. E na época você estava em um relacionamento. Tudo certo, pois não entramos em competição. E aproveitava quaisquer momentos pra conhecer um pouco mais sobre você.

Porém, há alguns meses atrás, esse seu relacionamento teve um fim. História triste, traumática, e que quando ouvi por suas palavras, pude sentir parte dessa dor, e de toda essa angústia que pode ser não confiar mais cegamente em alguém.

E assim, venho tentando me aproximar. Estar presente. Demonstrar interesse por você. Fazer dos nossos dias juntos, dias mais felizes. Quero ver você bem. Quero ser aquele capaz de arrancar seus sorrisos mais sinceros e espontâneos.

Quando estamos juntos, tenho a nítida sensação que o mundo nos vê como um casal. Mãos dadas, carinho, energia boa, sabe? Energia de quem quer fazer o bem pelo outro.

Mas você me dá sinais mistos. Me chama de amigo. Some por dias do mundo online, mas vejo o quanto você é ativa nela ao pegar uma carona ao seu lado. E põe um freio em todas as tentativas remotas que faço de tentar avançar para um próximo passo.

Meus pensamentos já são dominados por você. Meus desejos se simplificam em querer estar com você. A sua companhia é a única que quero, e fez eu fazer coisas que jamais faria, como largar uma passagem de avião comprada, só para passar mais tempo ao seu lado.

E nesse fim de semana, ainda mais sinais mistos. Mais toque, mais carinho, mais proximidade, mais abraços, e junto um pacote de ciúmes que há tempos eu não sentia, e ainda um nascer do sol onde estar ao seu lado era tudo que importava, e fugir com 10 passos a frente em meio a esse turbilhão de sentimentos que não estou mais sabendo lidar.

E eu quis muito te beijar.

E foi muito bom sentir você perto de mim.

E sim, estou com muito medo que isso tudo seja só do meu lado. Porque você representa aquilo que sempre busquei. Alguém que me faz sentir bem com quem sou. Alguém que agregue nas minhas melhores camadas, e nas mais complicadas. Alguém que tenha uma energia positiva, sem ser falsa, e consiga traduzir entre política e sentimento o que o mundo ao nosso redor exige de nós mesmos. Quero ser melhor por mim, e por você.

E o principal: você me faz esquecer da volatilidade. Porque você se tornou a volatilidade da vez. E quero que seja só você. Quero muito, como nunca quis ninguém. 💛