quinta-feira, janeiro 08, 2009

Sobrevivência em zonas socialmente perigosas

Não sei se é algo que eu possa me gabar, mas é fato: eu AINDA não fui assaltado.
Ok, quando eu era pirralho um cara me ameaçou e eu dei alguns passes escolares pra ele, mas esse não conta.

Desde que me conheço por gente, já houveram tentativas sim, mas nenhuma bem sucedida. Ainda bem. Uma vez no ônibus, sentado bem no fundão, um cara pegou uma faca e me ameaçou, mas não estava vazio o ônibus, e um cara muito maior do que eu e o infeliz com a faca simplesmente levantou, pegou o cara pela blusa e jogou pra fora do ônibus. Simplesmente emocionante!
Quando trabalhava no centro, tentaram abrir minha mochila. Até conseguiram abrir um ziper, mas como eu sou rato de muvuca e ando rápido, não conseguiram acompanhar meu passo, e logo me avisaram. Resultado: não roubaram nada.
Outro dia, desci no Anhangabaú à noite e ia a pé para o Terminal Pq. D. Pedro, quando um moleque gruda do meu lado insistindo pra eu dar esmola. Eu de fone no ouvido nem dei bola, e continuei no meu passo super acelerado. Quando cheguei no ponto de ônibus (que eu só parei pra ver onde o moleque estava, longe) o motorista de um ônibus nada a ver insiste pra eu subir, falando que ali era realmente perigoso.

Talvez tenha sido só sorte, mas acho engraçado isso. Boa parte dos meus amigos já sofreu com isso, de ser roubado. Eu, que ando todo maloca e pé-sujo, rápido e me esgueirando entre as pessoas nas muvucas, dificilmente sou abordado, e quando o sou, tenho essas cagadas me "protegendo".

Duro vai ser quando minhas calças rasgarem definitivamente e eu tiver que comprar umas novas... metade do meu disfarce pé-sujo vai pro saco. <_<

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