Desespero. Eu, se tivesse coragem, seria capaz de arrancar meu coração com uma colher, se isso ajudasse a sofrer mesmo. Mas claro, eu sou covarde demais e não tenho coragem nem sequer de pegar a colher.
Mas estou me consumindo de dentro pra fora. Se tenho uma alma, sinto ela se dilacerando a cada novo pensamento que tenho sobre ela. O arrependimento é tão grande, tão grande, que seria tão mais simples se eu não tivesse resolvido tomar uma decisão precipitada. Ela diz que não duraríamos, que brigaríamos e acabariamos eventualmente. Eu sei disso. Ou pelo menos quero acreditar, já que minhas minhocas não deixam abortar a outra possibilidade. É foda as coisas terem acontecido como aconteceram, é um ninho sem fim de minhocas.
Eu tomei a iniciativa de terminar. Se eu não tivesse feito isso, ou estaríamos juntos ainda, ou teríamos terminado, ou algo nessas similaridades, simples assim. Se estívessemos juntos, ótimo, quer dizer que realmente ela era louca o suficiente pra me agüentar por bastante tempo. Se não, conforme ela mesmo disse, eu não teria minhoca nenhuma, pois o que fazer quando se leva um pé-na-bunda, um não?
É FODA o arrependimento de eu ter dito não, e querer voltar depois. É MUITO PIOR! Como eu disse, é um poço sem fim de minhocas.
E o pior é que te machuco, te encho o saco, e talvez te faça até sofrer com minhas minhocas, meus egoísmos, e minha infantilidade. Não cedo nem pra um lado, de tentar te reconquistar, ainda que fosse 100% fútil, nem pro outro, de crescer e te deixar ir. Fico nesse meio termo, preso às minhas minhocas, ao nosso passado, naquele instante de felicidade do qual não consigo sair.
quarta-feira, maio 06, 2009
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