Após quase 6 anos, minha irmã retornou do Japão, trazendo além da bagagem com meu Playstation 3 (ou PS3, ou carinhosamente chamado Prêistêixon), meu roteador wi-fi e uma caneta de tinta invisível a luz normal só vista sob luz negra; um cunhado e minha sobrinha.
Foi uma loucura, uma correria no aeroporto. Por pouco, minha irmã não sai do portão de desembarque sem nenhum rosto conhecido por perto, mas no fim tudo deu certo. Minha irmã é legal, gente boa, louca, chata, trabalhadora, ri à toa, e só ela pra juntar mais da metade da família que está em SP e mais uns agregados, pra fazer um family mode como há tempos não se via aqui em casa.
É gostoso tentar pensar em como tanta coisa mudou nesses quase 6 anos. Como amadureci como pessoa e consigo enxergar as coisas de outras formas, e isso graças a muitas pessoas que conheci, convivi, e compartilhei minha vida ao longo desses anos. Quero desfrutar disso e continuar nessa jornada, quero viver a vida e curtir como ela é.
Provavelmente nesse primeiro momento, e talvez por um bom tempo, ela vá morar no Paraná, na cidade do meu cunhado, tentar ajeitar a vida por lá e fugir um pouco dessa loucura que é SP. Não nego que preferia que fosse tomado outro rumo na vida dela, egoístamente, que preferissem ficar por aqui. Não que pra que ela morasse conosco, nem tanto pela coisa fofa que é minha sobrinha... mas porque sinto que minha irmã, ela sim, é o alicerce que faltava nessa família nesses últimos anos. Para minha mãe, e para meu pai. Eu vou seguindo minha vida, mas agora me preocupo com eles. Shit, não quero essa responsabilidade. Mas estou feliz, ainda assim.
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