segunda-feira, outubro 25, 2010

Amor nos tempos de cólera

Este livro foi emprestado a mim por um grande amigo, e com uma dedicatória singela já descrita anteriormente. Confesso que o que mais me fascinou no livro foi a dedicatória, do que a história do livro em si. Mas, de forma alguma, o conto do livro é ruim, muito pelo contrário. É lento, é denso, é profundo e é cansativo, mas é de um prazer imensurável, deleitar-se pelas vias e possibilidades da vida e do amor, de formas que hoje em dia já não existem mais. E que, talvez, permito-me dizer, existiu naquela dedicatória.

Imagine amar alguém por 50 anos. E não, não estar junto com essa pessoa. E não, não ficar enclausurado em casa, sozinho, sem nada a fazer e tampouco a viver. Não, procurar viver a vida em suas essências, descobrir e reinventar novas formas de amor, a cada pessoa que surge em sua vida. E ainda assim, continuar a amar aquele alguém acima de tudo e de todos, mas negando até a morte antes que o tempo certo chegasse.

Lembro que na entrada do show do Bon Jovi, o segurança que me revistou perguntou sobre que livro estava na mochila, e quando falei que era do Garcia Marquez, ele perguntou "Qual?", e respondendo do qual se tratava, ele: "Ahhhh, esse tem um filme não é?". Aleatoriedades que eu gosto. ;D

PS: eu ainda não terminei de ler, mas termino antes do dia virar novamente. Amanhã vou ter bastante tempo pra ler, entre um filme e outro da 34º Mostra Internacional de Cinema.

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