Fazia tempo que eu queria escrever sobre esse algo introspectivo, que eu ainda não sei o que é ao certo, mas que hoje consigo definir com algumas palavras o que eu sinto, venho sentindo, e estou na busca do saber do porque dessas sensações, desses sentimentos. Engraçado que o que me fez chegar a essa prévia de conclusão, foi o mangá cujo nome está no título desse post, As Estrelas Cantam, da Natsuki Takaya, a mesma autora de Fruits Basket.
Hoje eu me sinto feliz, em vários aspectos da minha vida.
Profissionalmente, hoje me sinto capaz de realizar e desempenhar tarefas que achava estar muito aquém do necessário. Fui capaz de substituir minha chefe sem causar danos irreparáveis ao longo de um mês. Lógico que tive minhas falhas, tive muita ajuda, mas acho que foi satisfatório meu desempenho. Eu conseguia me sentir bem com a realização do meu trabalho, do meu esforço, e com minha própria capacidade. E sei onde tenho que melhorar.
Pessoalmente, também estou feliz. Tenho amigos com quem me sinto à vontade pra falar sobre praticamente tudo, hoje em dia são poucas as coisas que guardo só para mim, o que é muito bom para manter minha própria sanidade. São poucos, mas que são de suma importância na minha vida. E são grupos diferentes, com gostos e jeitos diferentes, que às vezes acho que só um louco como eu pra conseguir gostar de pessoas tão divergentes umas das outras.
Amorosamente, bizarramente também me sinto feliz. E olha lá, estou solteiro há 2 anos, e não me preocupo nem um pouco com isso. É bizarro, porque o que eu sinto hoje, é exatamente o que eu queria sentir há alguns meses atrás... ou mesmo há 2 anos. Eu estou feliz porque a pessoa com quem eu tenho a plena certeza que seria ótimo passar o resto da vida ao meu lado, encontrou a pessoa perfeita para ela, e está muito feliz. Sério, quando eu me veria sendo capaz de me sentir feliz, DE VERDADE, pela felicidade pura e simples de outra pessoa que não dependeu de nenhum ato meu pra isso? Sério, quando? Encontrei essa pessoa, e fico feliz de compartilhar uma das coisas que se é mais preciosa nessa vida: sua amizade. É uma coisa de tamanha importância para mim, e tão simples! Ah, mas o mais importante: o que me dá essa paz é saber que a pessoa que está com ela, é a pessoa em quem eu busquei me espelhar há mais do que anos atrás... ainda estou bem longe de chegar lá... e olha que mal conheço pessoalmente ele!
Mas apesar de toda essa felicidade, que é real, tem uma coisa que vem me incomodando.
Ultimamente, venho sentindo surtos de ansiedade inexplicável. Assim, do nada, sem nenhum acontecimento importante à vista. Tipo, estou indo para o trabalho, de ônibus, e dá um surto desse, que num primeiro momento é só se concentrar em outra coisa pra controlar, mas com o passar do tempo vem ficando cada vez mais difícil de controlar. E é totalmente inesperado, acontecem em momentos diversos, sem razão aparente.
Às vezes sinto um vazio por dentro também, junto com essa ansiedade. Quando penso em coisas mais pessoais, quando penso em coisas que não deveriam me deixar alterado, como sobre uma nova série de tv, ou sobre o que quero comer. E sinto como se esse vazio fosse me preencher, dominar e implodir dentro de mim. Como um buraco negro.
Ainda não sei o que isso significa, mas vem se repetindo com mais frequência nos últimos dias. E tinha muito mais coisas que tinha pensado em escrever, que fui pensando enquanto (re)ouvia várias músicas de várias épocas de minha vida... só que tudo se foi quando resolvi (re)colocar Matanza no meu iPod... é, aí já viu né.
terça-feira, janeiro 25, 2011
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