Nesta última sexta-feira foi a confraternização de meu antigo local de trabalho, minha ex-agência, onde conheci e me relacionei com tantas pessoas, e guardo um carinho imenso por muitas delas (não todas que lá estão, pois alguns chegaram lá após minha saída). Contudo, percebi... ou melhor, senti, à duras custas, o que pode-se dizer que marcou o fim de um ciclo que eu teimava em não deixar pra trás.
Não que eu já não o tivesse deixado. Não que eu já não tenha me acostumado à nova agência, às novas pessoas, à "nova" função e a toda esta realidade nua e crua que não tem como escapar. Apenas senti-me como um peixe fora d'água, em meio a todas aquelas pessoas, que apesar de conhecer seus jeitos, suas risadas, suas linhas de pensamentos, eram como se fossem pessoas estranhas falando de assuntos estranhos, rindo de piadas que para mim já não faziam mais sentido. E engraçado que saindo com essas mesmas pessoas, em grupos menores, essas sensações de estranheza não me ocorrem.
É engraçado, eu sempre agitava para que todos saíssem, para que todos nós, juntos, buscássemos esses momentos de descontração pura, e poder rir até mesmo dos nossos problemas e dificuldades, seja no trampo, sejam pessoais, simplesmente rir e curtir o momento. Sim, eu ri, eu aproveitei, mas me perguntava a todo instante: o que eu realmente estava fazendo ali? Era o momento deles, da minha ex-agência. Ex.
Teimo em largar as coisas, acho que sempre devo ter tido dificuldades quanto a isso. Foi somente por impulsividade que consegui largar muitas das coisas que me fizeram um bem danado, mas que já era hora de deixar pra trás e seguir em frente. E nesse exato momento, não tem nada com o qual eu esteja realmente apegado. Isso pode ser um problema.
segunda-feira, dezembro 12, 2011
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