sábado, março 03, 2012

Fragilidade

Hoje pela manhã foi noticiado sobre um atropelamento de uma ciclista em plena Av. Paulista. Por um ônibus. Fatal, trágico, revoltante. Não tenho aqui palavras pra descrever o que os familiares, amigos, ou qualquer um que conhecesse a ciclista possa estar sentindo nesse momento, sentiu quando soube, ou mesmo o que planeja fazer ou rever dos seus planos para o futuro. Eu, se estivesse no lugar deles, estaria mais do que perdido.

O estranho é que, quando li a notícia, senti como se fosse um aperto no peito, aquelas sensações ruins, do tipo: "e se eu conhecer tal pessoa?". Desespero. E quando vi o nome nos noticiários, não, não foi uma sensação de alívio. Apenas uma tristeza, e uma sensação de quão frágil somos, perante todas essas coisas que criamos, e perante nós mesmos. Ainda mais nessa semana, que venho me atualizando no seriado Dexter.

E para não minha surpresa, descubro no final do dia, que na verdade a conheci. Talvez só tenha trocado um simples "Oi" e "Tchau" com ela, mas ainda assim, é assustador. Foi naquele evento Rios e Ruas.

Registro aqui meus pêsames, e minha tristeza. Quero acreditar que há mais pessoas boas do que ruins nesse mundo, eu juro que quero. Que as pessoas conseguem enxergar mais o que há ao redor do que ao próprio nariz. E que a vida, tão frágil como ela é, deve ser respeitada acima de tudo. Ou que vão todos... dormir. Assim como eu vou agora.

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