Estou numa fase muito tranquila, muito boa, muito serena, e, porque não, muito feliz da minha vida. Claro, muito se deve ao aspecto profissional, tanto financeiramente quanto em termos de aprendizado, do desafio, da novidade, do querer mais. Não preciso ser o melhor, mas lógico, queria estar num patamar equivalente ao de pessoas próximas a mim, queria correr atrás do que sabia que sou capaz, e ter conquistado esta etapa fez abrir novas portas e girar essa parte importante do meu mundo em 180º.
Já fazem quase 2 meses desde a mudança. Tanto, tanto mudou, na pessoa que vos escreve, no funcionário ali lotado naquele bairro diferenciado, na visão de como enxergo o mundo, nas 'n' possibilidades em diversos aspectos. Um desejo de viver e de querer mais, um desejo de querer bem sem ver a quem, um curtir de pequenas coisas que só fazem sentido a mim, e a mais ninguém.
Um problema que isso trás é que posso estar, dessa forma, tamanha serenidade e vontade que consigo emanar a cada dia, é de fechar as portas, de vez, para que alguém ocupe a cadeira ao meu lado. Já faz um bom tempo que não venho me preocupando com isso, e a cada dia que passa me preocupo cada vez menos. Lógico, sempre estou de olho em todas as possibilidades, gosto de stalkear e descobrir mais sobre a pessoa, o mistério, o conhecer, e o compartilhar, isso tudo me fascina. O problema é que, hoje, eu sei que não há espaço. Minha vida está plenamente ocupada por uma pessoa: eu mesmo. Se, por acaso, eu encontrasse alguém hoje, disposto a arriscar essa aposta que eu sou, sem garantias, eu conseguiria corresponder ao meu melhor? Acho que não.
domingo, outubro 28, 2012
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