quinta-feira, setembro 12, 2019

Yesterday & Today II

Hoje, cumpri com a promessa do Vale Date. Uma amiga que tornou-se muito especial em minha vida, por diversos fatores, mesmo nós sendo tão diferentes. Mas, claro, não é sobre isso que vou falar aqui.

Hoje, era pra ter sido um dia bem calmo. Trabalho noturno, poucos atendimentos, passei pra te dizer um "oi" bem simples, e sentei de propósito na sua mesa. Também evadi de propósito, afinal, havia muitas pessoas em volta, inclusive aquela com quem você falou no dia anterior. Ainda não sei os resultados dessa conversa, e não sei se um dia você vai me contar. Mas você falou que esta conversa estava "precificada".

Não me lembro de ter usado este termo com você. Usei esse termo sobre você, para as poucas pessoas que ainda conto sobre como você afeta minha vida. Mas não de ter mencionado direto a você. Ou talvez sim. Será que você já leu aqui?

Independente disso, após meu intervalo, vi que você já não estava sua mesa. Queria te dar um abraço de despedida, mas confesso que demorei demais nos outros andares. E depois de uma mensagem só dizendo alguma bobagem, você me mostra uma foto do que estava comendo. Um bolinho de banana.

Conversa vai, conversa vem, faço um drama e faço um charme. Peço sem expectativas que você me levasse o doce. Jamais imaginaria que você realmente levaria. Até me liga, pra saber qual eu queria. Mas não consigo esconder minha surpresa e minha felicidade, passo a impressão errada, e você desliga.

Você diz que já está chegando em casa. Você, em toda sua literalidade, acredito nisso. Faço um drama, novamente sem expectativas. Quero, te quero, mais do que um doce, quero te ver mais uma vez, quero sua demonstração de carinho... e você vem. Você trás. Você, com todo seu enigma, faz o seu gesto de carinho.

Fast forward, chego em casa. Continuamos nossa conversa. Em algum momento, você questiona quais defeitos você tem. Sou verdadeiro, e falo o que penso. Suas características. Seus defeitos e suas qualidades. Sem filtros, sendo verdadeiro, escrevendo como eu falaria. E, novamente, para minha surpresa, você me devolve com comentários verdadeiros de sua parte. Como não gostar disso, de verdades sendo ditas, e ser capaz de sentir isso mesmo sem ser no tete-a-tete?

Continuo com minha precificação. Ainda não crio expectativas, pois tento entender o que se passa pela sua cabeça: seus gostos, suas vontades. Sei que tipo de imagem você tinha de mim, que também são verdadeiras, e gosto de mostrar muito quem eu sou de verdade. Quem este ser maluco que vos fala, vos escreve, tornou-se. E como disse já um grande amigo, só falta mais uma coisa acontecer, pra ter início essa nova história doida. Mas tô de boa. Conhecer-te e decifrar-te tornou-se uma grande felicidade pra mim.

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