quarta-feira, dezembro 25, 2019

I've Made A Mistake

Antes de mais nada, sim, você continua nos meus pensamentos.
Não, o sentimento que eu tinha por você não diminuiu, pelo contrário.
Só que eu tenho que aprender a lidar melhor com isso. Ainda mais do que já aprendi neste ano.

Você já sabe minha promessa máxima: ser sincero.
Posso ter omitido algumas informações, mas foi para o seu próprio bem, e para o meu próprio bem.
Não tinha como eu ter te contado aquilo, naquela época. Era muito recente. Tudo ainda estava confuso.

O que ocorre é que venho me expondo à você sem filtros. Venho tratando você com todo meu amor, todo meu melhor, e machuca perceber que a recíproca não é verdadeira.
Não se engane, a minha precificação ainda existe. Mas quanto mais eu sei sobre você, mas eu sei que poderia ser possível ter o pouco que eu me permiti buscar ter, e não tenho. Um pouco do seu carinho.

E saber do seu passado, mexeu comigo.
Saber que um não pode virar um sim. Saber que regras podem ser mudadas. Saber que, sob esse contexto, ao mesmo tempo que eu poderia ter tido uma chance, eu nunca tive.
E nem como seu amigo.

Me dói pensar que, o que você queria de mim, eram as informações que eu tinha.
Me dói pensar que, tudo que tivemos, não passou de ilusão da minha cabeça.
Me dói pensar que, no fim, eu nunca passei mais do que alguém que estava lá sempre disponível pra você.
Me dói pensar que, certas palavras de certas pessoas que eu não queria acreditar, no fim, faziam sentido.

Tive um não para você estar comigo. Mas acreditei que poderia galgar espaços na escalada de amizade. Acreditava que já tinha atingido esse topo, ao lado de um grupo seletíssimo de poucas pessoas.
Com o tempo, ao mesmo tempo que achava que sim, fui percebendo o quão pouco eu realmente te conhecia. Fui percebendo que, certas camadas, nunca tinham sido demonstradas, e estava me perdendo em decifrá-las todas de novo.
Mas, recentemente, vi que certas barreiras já haviam sido rompidas. Eu não consegui. Outra pessoa conseguiu. E vem conseguindo desde então.

Ele sim, é de fato, seu melhor amigo. Ele sim, se parece com você, e você diz respeitar o espaço dele inclusive quando se afasta. Ele sim, faz você pensar o quão bom ele seria uma pessoa pra namorar. E você chamou pra almoçar, em sua casa, numa data especial.

Palavras que fazem bem, e que você nunca as disse pra mim. Atitudes que eu sempre tive que buscar, e com ele, vem naturalmente.

E saber dessa história, só me faz sentir pior: 1 ok, 2 entendo, mas 3?
Sou tão ruim assim?
Você havia dito no plural aquela vez. Quantos mais seriam?
E eu continuo na linha do não?
Nunca terei minha chance, mesmo entregando o meu melhor?

A volatilidade só aumenta, porque desta vez, de fato, derrubei todas as barreiras.
Me fez muito bem esse tempo, esse autoconhecimento, esse teste da minha sanidade em estar perto de você mesmo com tudo isso acontecendo.
Mas essa foi a gota d'água.
Cometi um erro, e preciso esvaziar esse copo. Nunca esteve tão cheio, e nunca quis tanto quebrar ele.

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