quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Nosso Sonho

Sabe aquele sentimento bom que faz você ter borboletas no estômago, ficar ansioso para ver e falar com a pessoa, desejar que ela seja feliz acima de tudo, e que, para você, nada mais importaria a não ser estar com essa pessoa? Pois aqui iniciamos mais um devaneio e desabafo sobre as peripécias deste coração.

A minha paixão e amor atual tem nome e CPF. Ela se chama Larissa. Ou Baby Lari, como gosto de chamá-la, e uma vez ela disse que gosta de ser chamada assim. Ela me chama de "amigo", que de fato não é o nome mais carinhoso, mas vamos aos fatos.

Ela apareceu pela 1º vez em minha vida em 2018, quando eu já estava na Geinv. No BB, temos o "Humanograma", onde é possível visualizarmos os funcionários de todo o conglomerado. Em uma dessas espiadas, achei sua matrícula, e de tempos em tempos acompanhava sua trajetória. Em algum dado momento, vi que ela havia se tornado GG no litoral, e pensei: nunca vou conhecer essa mulher pessoalmente.

Mas eis que, anos depois, em 2022, no ato da 1º implosão da Geinv, ela surge no novo prefixo do Mateus. Na época, ainda mantinha boas relações com ele, e fui chamado para a festa de despedida do 1500. Aproveitei a oportunidade para ir, e quando a encontrei, não perdi a oportunidade de me aproximar, me apresentar, e finalmente conhecer aquela mulher que sempre havia me despertado curiosidade. Só que ela tinha um porém, ela namorava.

No decorrer de 2023, continuei frequentando os eventos das outras Geinvs, inclusive e principalmente a do Mateus, por pessoas como o Fefo e a Michelle, mas inclusive pela Lari. E fomos criando uma amizade, inicialmente mais de bares, de rolês, e sempre notei o quanto ela era "sinestésica", do toque, do carinho, mas que não era um flerte. Era um jeito de expressar e de se comunicar.

Corta para o momento onde a Michelle estava internada na UTI. Problemas respiratórios graves. Sem pensar, fomos lá visitá-la no hospital, mas como havia suspeita de COVID ou alguma outra doença infecciosa, não pudemos vê-la. Mandamos mensagem e deixamos uns agradinhos. Estávamos eu, Lari e Laura. No Uber, voltamos nessa ordem. E, naquele momento, ela pega na minha mão. Como um gesto de ternura, de emanar bons sentimentos por aquela que queríamos o bem e estava passando por uma situação difícil, por uma situação que demanda conforto e o querer ajudar e fazer bem. E naquela hora eu sabia que havia me apaixonado, mesmo sem poder, pois ela estava comprometida.

Corta para alguns meses depois, e ela termina o relacionamento. Traição. O cara tinha OUTRA namorada. Ela, que já havia me ajudado a fazer minha mudança para o novo apê, ainda teve a coragem de se abrir comigo. Fui ouvido, fui abraço, e quis confortá-la dentro do possível. Quis respeitar seu tempo, seu processo de luto pelo término de um relacionamento longo, e da forma errada, no tempo errado, me declarei. Por um áudio no whatsapp. Recebi um não. Mas aquilo me consumia de tal forma, que não podia ter deixado passar o ano de 2023 com aquela angústia.

Ela foi educada. Ela ainda se preocupou comigo, e perguntou se queria que ela se afastasse. Eu disse que não, e que ficaria bem. Alguns meses depois, ela começou a namorar, e eu sei bem lidar com isso. Quando um não quer, dois não fazem, e quando ela está bem com outro, só desejo que ela esteja feliz e que a outra pessoa faça valer a pena.

E de 2024 pra frente, continuamos relativamente próximos, saindo esporadicamente, mas cada vez menos, até pelo fato de eu ter cortado relações com o seu antigo prefixo. Mas em 2025, uma oportunidade surgiu, e eu a ajudei a vir para a Geinv onde hoje atuo. E assim, ela passou a trabalhar perto de mim, pela 1º vez.

Eu já havia declarado aos quatro cantos o quanto eu gostava dela, mas era uma paixão. Algo que não imaginava que pudesse evoluir, sem ter uma reciprocidade de fato. Não achava que trabalharíamos juntos, até porque quando conversávamos sobre trabalho, e pela sua nova faculdade de banco de dados, achei que sua trajetória no banco tomaria outros rumos. Mas não, o destino quis que a gente trabalhasse juntos.

Minha felicidade já era imensa só de ter ela por perto, todos os dias, e até deixei de fazer home office nos seus primeiros meses conosco, para ter mais tempo ao seu lado. Ouvir suas risadas, ter pequenas trocas durante o dia, aqueles pequenos toques e carinho, e seu olhar que enxerga dentro da alma, tudo aquilo me bastava, até porque ela estava novamente comprometida. 2025 foi um ano onde me foquei muito na minha vida fitness, e comecei a mudar todas as minhas metas e focos e prioridades. De fato, me tornei uma outra pessoa.

Passei a gostar de coisas que antes para mim eram difíceis, como atividades físicas, e pela 1º vez senti falta de correr. Passei a fazer hot yoga e musculação com alguma frequência, e diminui bastante as saídas para bebedeiras, e praticamente zero baladas ou similares. Outra vida, outras prioridades, uma serenidade mais plena e uma alegria ainda existente.

E, no 2º semestre de 2025, ela passou a integrar a minha equipe atual, do Atacado. Ela passou a sentar na minha frente. Era difícil conter essa minha alegria, mas eu ficava feliz pelas conquistas e reconhecimento do trabalho dela. Ter ela junto conosco trouxe um clima mais amigável, mais leve.

Ainda assim, admiro muitas coisas nela. Seu foco, sua capacidade de correr atrás do que não sabe, da sua disposição para ajudar aos outros, sua forma de falar sempre carinhosa e com muita empatia, sua determinação em comer marmitas para economizar com outras prioridades, sua relação com a família sempre muito próxima e afetiva e carinhosa principalmente para com seus sobrinhos, e sua busca por rolês culturais que, inclusive, às vezes tinha oportunidade de ir junto, como no lançamento do livro do Sérgio Cortela. Ela, que num momento inicial era apenas um rosto bonito, tornou-se alguém que admiro demais, e fico feliz apenas pela felicidade dela.

Só que o destino não quis que ela encontrasse a felicidade plena. Ela, que busca casar e ter filhos, novamente teve um relacionamento rompido por traição. Novamente, ela teve a coragem de se abrir comigo. Novamente, eu a vi e ouvi chorando. E, naquele momento, na minha impotência e no meu amor pela pessoa que estava à minha frente, demonstrando toda sua vulnerabilidade e sentimentos, eu só podia oferecer o que eu sei que faço de melhor: ouvir, ceder meu ombro, e buscar mostrar o quanto ela é uma pessoa incrível.

E, nestas últimas semanas, tenho ido com tudo. Deixei aberto a vulnerabilidade da minha skin "Premium", como se fosse um namorado, sem ter os "benefícios" do relacionamento, mas buscando apresentar a minha melhor versão. Aquela mensagem diária, contar como foi o dia, querer saber como foi o dia, fazer planos para o que fazer e se encontrar. Eu quis aproveitar o momento para estar com ela, mas principalmente, para voltar a fazer ela feliz e que ela se reencontrasse na maravilhosidade que ela é.

Fomos correr na USP. Fomos num Izakaya. Fomos tomar um chá. Em dias diferentes. Dentro do cronograma possível dela, com a volta as aulas da faculdade, com seus encontros com outras amigas e a família. Sempre ali, sempre presente, sempre desejando seu bem. E obtendo retorno, carinho, mensagens, e mais planos.

E chega o carnaval. E surge uma oportunidade para ela ir conosco, pois foi liberado uma cama. E ela aceita o convite. E foi nossa 1º viagem juntos. Com mais outras 14 pessoas, claro, mas ainda assim, juntos.

Quando a convidei, minha prioridade é que ela fosse feliz. Feliz de verdade. Criasse boas memórias. Esquecesse os problemas da vida cotidiana, do trabalho, dos estudos, e de tudo que ela sofreu recentemente. E acredito de verdade que isso foi possível. Busquei me segurar em todos os sentidos para garantir que o clima fosse excelente, principalmente para ela.

Mas a porta da vulnerabilidade estava aberta. Fazia anos que eu não permitia isso. A última vez que isso aconteceu foi com a Seila, e apesar de tudo, do meu caos interno, do piripaque, havia sido completamente diferente.

A melhor que definição que tenho sobre a Seila é que eu a amo, mas não gosto dela. Amo por tudo que ela já fez e representou pra mim, de fato cresci como pessoa e como profissional, aprendi a enxergar muitas coisas de formas diferentes da que o meu mundo limitado permitia, e me vi curtindo excelentes momentos em sua companhia. Mas não gosto como seu jeito peculiar me evita, me trata, quase como um repúdio. E hoje ela se tornou só uma anedota, uma mulher bonita com quem de vez em quando vou no karaokê junto com outras pessoas.

Com a Larissa, foi diferente e o inverso. Ela inicialmente só era uma mulher bonita, mas ela se tornou muito mais do que isso com o passar dos anos. Foi um sentimento que foi maturando, tomando forma, e que foi agregando em muito mais camadas. Quando me apaixonei por ela em 2023, foi mais uma paixão, encantado pelo mix de sua beleza com seu carisma e sinestesidade. Contudo, agora em 2026, tomou outra forma completamente diferente.

Ela é a pessoa completa que eu sempre procurei. Ela é aquela que consigo enxergar buscando um futuro, juntos. Que temos gostos parecidos, mas também gostos diferentes. Vi ela em dois relacionamentos distintos, e ela tem algo que eu valorizo demais, ela dá liberdade, ela confia, e se eu tenho uma certeza na vida, é que eu nunca trairia essa confiança. Ela tem uma risada gostosa que cativa, ela tem um toque que faz você sentir afeto e carinho, ela tem uma visão de vida pura porém realista, e ela deseja ainda alcançar muito mais coisas do que já possui. Comprou seu apartamento, mobiliou sozinha, e se dedica demais para si própria. Mantém relações com as pessoas importantes, e onde me conquista ainda mais, já falou de mim para sua mãe e para sua melhor amiga, a Tik.

Eu, não tenho palavras para descrever o quanto eu amo essa mulher. Eu, há muito tempo decidi que não é meu desejo casar ou ter filhos, mas isso não é um veto. Sempre tive consciência que, se aparecesse alguém que valesse a pena, toparia, planejaria e me dedicaria a isso com tranquilidade. E ela é essa pessoa que me faz acreditar nisso sem ter um pingo de dúvidas. Ela me faz sorrir só por existir. Ela me faz admirar na sua braveza e na sua postura em defender o certo. Ela, me fascina ao ver que ela consegue se adaptar, e viver a vida um pouco mais loucamente e reinterpretando as regras assim como eu faço. Ela, hoje, é a pessoa mais importante pra mim.

Mas a vulnerabilidade machuca, afeta, distorce, e faz sentir coisas que eu não quero sentir. Nós, não temos nada além de uma bela amizade. Mas, quando estamos numa casa com outras 13 pessoas, e vejo claramente dois desses homens flertando ativamente com ela, e ela levemente correspondendo aos olhos de outras pessoas, me consome em ciúmes, e tenho que me segurar. Pois não temos nada. Não prometemos nada. Ela já me disse que me ama, mas tenho certeza que foi na intenção da amizade.

E vem os nós na cabeça que minha mente quer reinterpretar. Eu tenho problemas de memória, e mais ainda quando exagero um pouco na bebida. E ela me solta: "Então quer dizer que aquele "Te amo" não era verdade? Eu fiquei sem reação, pois eu realmente não lembrava. Travei, até porque havia outras pessoas em volta, e podia ser tudo em tom de uma brincadeira, pois não sequência falaram sobre um beijo triplo, do qual eu tinha certeza que não havia feito. Mas os danos em meu coração já estavam feitos.

A cada vez que ela conversava com outros rapazes, eu só pensava em como me manter feliz, para que ela pudesse continuar curtindo aqueles dias sem nenhum causo que desabonasse, principalmente da minha parte.

E aí, na terça, corro 10k, porque precisava colocar um pouco mais dos pensamentos em meu lugar. Me desafiei além, pois estava com foco nela, em ter mais uma anedota pra contar, mas meu corpo cedeu, baixou a pressão e deu uma hipoglicemia. E o pessoal cuidou de mim. Principalmente e inclusive ela.

Eu, realmente amo essa mulher. E realmente acho que ela é muita areia pro meu caminhão. Ela é linda, aos olhos de praticamente qualquer um que a veja, mas não é sobre isso. É sobre a pessoa, é sobre a energia. A conexão que temos é realmente muito incrível, e sinto que com ela posso ser verdadeiramente eu, e que ao lado dela poderia ir muito mais além, por mim, por ela, por nós.

A cabeça está um nó, e só de imaginar ela com alguém que não mereça ela, já me dá náuseas. E eu tenho que segurar esse sentimento ruim, pois não agrega em nada, só corrompe, só destrói, e corro o risco de perder da minha vida uma pessoa incrível com quem pude passar excelentes momentos nesses últimos anos, e espero continuar criando novas histórias pra muito além.

E, ao som de "Claudinho & Bochecha", espero que minha vida possa ser adjucada ao seu encontro, e que assim seja construído o "Nosso Sonho". Mas claro, isso é só uma fanfic da minha cabeça.

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