Depois de mais de um ano sem ler praticamente nenhum livro (porque Veríssimo e suas crônicas não contam), consegui terminar de ler um livro, há quase um mês atrás. É um livro que havia sido emprestado pelo Mic, há mais de um ano, e após uma tentativa frustrada de ler, finalmente consegui. Não nego que a curiosidade para ler este livro foi o fato que uma das minhas musas da época do cursinho leu e adorou... mas enfim.
O livro já começa bem peculiar, revelando uma narradora um tanto incomum: a própria Morte. Ela narra os seus encontros, e a breve história de uma menina numa Alemanha nazista, em plena 2º guerra mundial, vivenciando os horrores do holocausto, dos bombardeios, da situação de miséria cada vez mais agravado, do sabor das palavras, da textura das cores, e de sonhos.
Ao longo da narrativa, não há como não se deixar levar pelas emoções, de se colocar nas situações um tanto impossíveis para a minha realidade, mas que eram mais do que comuns às pessoas daquele tempo. Vidas que se esvaem num piscar de olhos. Vidas que lutam para se manter vivas.
Mas o sabor e poder das palavras é uma coisa que instiga a mente, e creio que recomeçar a ler por este livro foi tanto motivador quanto sorte. Uma menina que nada tinha, e se apegava aos livros e nos livros encontrou sua "salvação", de forma até literal. E a textura das cores, única e exclusiva para cada pessoa, para cada alma que ela leva... qual será a minha cor?
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