Sério, eu ia escrever hoje sobre o 2º livro que li nessa minha saga de leitura (até agora foram 7, se contar Scott Pilgrim como livro, já que o comprei =D), que foi Melancia da Marian Keyes. Contudo, hoje ao começar a ler mais um, Amor nos Tempos de Cólera, do Gabriel Garcia Marquez... me deparei com uma dedicatória simples, sucinta, mas que veio à mente um turbilhão de imagens, pensamentos, sensações, sendo que não era para mim a dedicatória, mas senti como se tivesse vivenciado aquilo de perto.
Sério, eu quase chorei ao ler. Eu quis gritar, eu quis lamentar, eu quis ligar para esse meu amigo e xingá-lo muito, eu quis rir, eu quis que ele me contasse novamente aqueles momentos únicos, singelos e, porque não, mágicos que aconteceram. Tudo aquilo foi real, tudo aquilo existiu, e tudo aquilo não faz parte de mim. E ainda assim consegui sentir, na alma, se é que ela existe e se é que a ciência noética de fato comprovou sua existência, senti ali.
É engraçado sentir esse algo, que eu nunca vivi, só me foram contadas as histórias, só me foi permitido imaginar flashes de como foi, e tentar remontar como poderia ter sido. Para melhor ou para pior, o passado é uma coisa linda e saborosa de sentir, só temos que tomar cuidado para não ficar presos à ele. o_O
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