segunda-feira, julho 18, 2011

Paper Heart

Nesse momento, estou assistindo Paper Heart, mais um filme com participação do Michael Cera (e desta vez como ele mesmo), e da sua então namorada Charlyne Yi, num documentário sobre o amor, se ele existe ou não. E não, isto não é sobre o filme em si, mas é que não deu pra esperar o final pra escrever o que eu quero deixar escrito aqui.

Fazia muito tempo que eu havia trancado algo dentro de mim, e talvez eu nem me desse conta que eu o havia feito. Acreditava apenas que estava sendo exigente demais... talvez essa fosse apenas uma conseqüência. Não via a possibilidade de encontrar alguém que preenchesse todas as lacunas que faltam nesta minha estranha vida... e talvez isso não passe de uma grande ladainha, um discurso que acabo de transcrever sobre o que eu acreditava sentir, perdido em algum lugar dentro deste eu confuso.

Com todas essas divagações estranhas, vamos a fatos mais concretos. Não vou ter medo mais de demonstrar meu interesse por alguém... quando esse alguém despertar esse algo dentro de mim. Mas também não vou platonizar as coisas. Há várias etapas nesse processo, que um dia pode chegar a virar esse algo que tanto buscamos chamado 'amor'. E mesmo o amor, pode surgir de várias formas e várias cores, que não dá pra definir apenas como essa paixão ardente, como o que vemos em filmes blockbusters.

Começa pelo interesse. De conhecer melhor a pessoa, de querer saber como ela pensa, como enxerga o mundo, quais seus planos para o futuro, opinião sobre diversos assuntos, discussão sobre assuntos mais polêmicos, ou simplesmente saber como foi o dia. Aquele algo bom, de se sentir bem só por falar ou trocar algumas palavras com determinada pessoa, aquela que às vezes fala exatamente o que você precisa ouvir, sem você precisar pedir, bem espontâneo.

Depois vem o querer estar junto. E nem digo de abraços, beijos e afins. Simplesmente de curtir a vida, compartilhar bons (ou maus, a vida é imprevisível!) momentos, ver um bom filme, comer uma boa comida, sair pra dançar, experimentar algo novo...! Sim, acredito que pode sim partir de uma bela amizade, porque não há melhor companhia que os amigos!

E então, vem as borboletas no estômago. Algo indescritível em palavras ou imagens, algo que só quem já se apaixonou verdadeiramente sabe como é, e que vem diferente pra cada um de nós. A certeza do que será eterno enquanto durar. Onde apenas um andar de mãos dadas pode ser mais do que suficiente pra transformar aquele dia de cão, no dia mais maravilhoso do mundo, transformando tempestades em arco-íris.

Amor, amor, amor. Querer bem, querer estar junto, querer compartilhar a vida, querer ser especial para alguém. Ser capaz de dar tudo, sem pedir nada em troca. Saber que tem aquele suporte na hora que você mais precisar, sem precisar pedir. Companheirismo, lutar juntos, descobrir e se redescobrir, e se reinventar...! Mudanças, mudanças também fazem parte, e porque não mudar juntos? Adaptar-se, compreender, rir, brigar, chorar, tantas coisas fazem parte...!

Eu precisava de um soco na cara. Estava quase pulando algumas partes desse processo. Processo qual nem tenho certeza se é certo, se é válido, se eu mesmo o aceito...! Mas que eu precisava transportar pra algo mais "palpável", como palavras. Vamos ver se daqui um tempo eu ainda acredito em tudo isso. Vamos ver.

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