segunda-feira, agosto 01, 2011

Live to Tell the Tale

Sinto que meu coração quer explodir, aqui dentro, de tantos anseios, de tanto se alimentar, de tanto querer que alguém faça parte de sua vida. É um desejo angustiante, possessivo, egoísta e subjetivo; é incontrolável e irracionál, não dosado e altamente periculoso. Vem como uma chuva torrencial, querendo arrastar carros, prédios, árvores e pessoas com IMC acima de 40.

A vontade que tenho é de sair correndo à sua procura. A vontade que tenho é de apenas estar ao seu lado. A vontade que tenho é de conversar com você, ouvir o que você tem a falar, contar o que quero compartilhar, discutir, aprender, descobrir, e repensar tudo isso que temos à nossa volta. Sentimento que, em palavras, desejo também com algumas outras pessoas, mas porque dessa forma avassaladora e desenfreada veio apenas com você?

E até agora não tive a oportunidade de lhe expressar diretamente nada disso. E a cada vez, acredito que esta é uma via de mão única. Mas, mesmo sabendo disso, ainda quero expressar isso, e deixar transpor diretamente todo esse emaranhado complexo que se tornou algo que poderia ser muito mais simples. Talvez esse tenha se tornado meu problema: tentar interpretar demais, todos os sinais, todas as evidências, tentar ser analítico, cético.

Quando eu não devia agir por impulso, eu tomo essa iniciativa. Quando devia tomar alguma atitude, deixo o racional me engolir por dentro.

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