
Este foi o 13º filme da Mostra Internacional de Cinema que assisti esse ano. Sobre todos fiz um breve comentário no twitter sobre o que achei (breves mesmo, afinal são apenas 140 caracteres), mas este filme em especial não bastaria. É o 2º longa da Miranda July, uma atriz e diretora pra lá de estranha e perturbada para os padrões normais, no entanto posso dizer que foi delicioso vê-lo na tela grande.
*Spoiler Alert*
"Diálogos, Paradas do Tempo, 30 Dias, Gato."
Diálogos rápidos, mas sem exageros. Concisos e abrangentes, reflexivos e viajados, você se perde nas 'n' possibilidades que se abrem através dos diálogos.
A parada do tempo fascina porque é irreal. Como se a força de vontade do Jason fosse tanta, mas tanta, que seria capaz de congelar o tempo, mas não sem efeitos colaterais.
Mas então tem os 30 dias... esse sim foi o tocante, ou pelo menos que me marcou muito, e que me fez pensar e repensar. Imagine, se você soubesse que só teria mais 30 dias para aproveitar a vida, o que você faria? Continuaria trabalhando normalmente? Continuaria a agir da forma habitual, com os mesmos costumes, as mesmas rotinas, as mesmas regras? Ou despirocaria de vez? E não, não é que eles fossem morrer. Simplesmente iam passar a não ter a vida mais apenas para si próprios, e sim viver em função de outra vida... a do gato.
E o gato foi simplesmente hilário, com a voz distorcida, apenas suas patas aparecendo, e suas ações no contar de sua história, de seus pensamentos, até o seu fim. Fascinante.
De fato, foi um filme ainda melhor que o "Me, You, and Everyone We Know". Possivelmente, o melhor que assisti dessa Mostra, pois acho difícil algum superá-l na minha singela opinião. Mas ainda temos uma semana praticamente de Mostra. Vamos que vamos.
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