Férias compulsórias, e pela primeira vez na vida eu NÃO queria tirar férias. Não agora, não nesse momento, que a vida andava a 300km/h, cheia de curvas e sem freios. E ainda assim, numa serenidade tamanha, monótona e pacata, que só um coração e uma alma já, de certa forma, calejada, poderia conseguir.
Adoro florear e não chegar em lugar nenhum. Adoro me perder em meus pensamentos, e esquecer do foco, do objetivo, aonde eu queria chegar. Adoro deixar tudo bem claro, para não restar dúvidas, apesar de não conseguir fazê-lo minimamente bem. Adoro estar bem acompanhado, e de pessoas que agregam algo a mim. Sim, sou como um parasita, dificilmente vou acrescentar algo à vida dos outros, mas vou sugar tudo que tenho direito. Mas tento não deixar marcas.
Queria eu ter uma memória eidética, fotográfica, ou algo assim. Um tipo de memória tão bom, que você me conta uma coisa hoje, e daqui uns 5 anos e 7 meses, quando falarmos sobre esse assunto, vou lembrar daquilo que você me falou hoje, com todos os detalhes. Ou, pelo menos, os detalhes importantes. Se você der um empurrão, um tranco nessa memória, a coisa sai. Mas o problema é achar o ponto certo desse empurrão, às vezes fica bem difícil e empacado de sair.
Acabei de terminar de ver a 1º temporada de The Sopranos, um sobre máfia já no final dos anos 90. É bem interessante. São 6 temporadas. Com muita fé e alguma sorte, consigo terminar de ver ainda nessas férias.
Mas não amanhã. Tenho um trabalho a terminar. Vamos que vamos.
sábado, novembro 24, 2012
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