Amanhã tenho a prova de um certificado que já venho buscando há meses. Nesse segundo / terceiro período de férias do ano, minha mente gira em torno de outros fatores. E é sobre eles que vou escrever aqui.
Em maio, tive uma crise emocional gravíssima, ou melhor dizendo, intensa. Não conseguia trabalhar, não conseguia raciocinar, não conseguia enxergar tudo que estava acontecendo à minha frente e ao meu redor. Nunca havia me visto nessa situação, mesmo em situações similares. Meu coração fala forte, domina meus atos, e fiquei incapacitado de reagir.
O ponto é que, com muita ajuda, consegui sair daquele buraco que eu mesmo havia cavado. E que tratava-se de culpa minha, exclusivamente minha, e de mais ninguém. Eu escolhi trilhar aquele caminho, me sujeitar àquelas improbidades emocionais, e tive que arcar com os danos acumulados silenciosamente.
E, neste momento, você volta a ocupar meus pensamentos. De forma diferente, de forma gostosa, de uma forma que não sei explicar direito. Mas vou tentar, de qualquer jeito.
Há algumas semanas, acreditava que tudo isso havia passado. Suas atitudes demonstravam certa indiferença, certo distanciamento, certo desdém.
Há algumas semanas, olhar para você fazia meu coração pular boca a fora, por causa da sua beleza, dos seus jeitos, do seu perfume. E isso é bom, pois o sentimento quando é baseado nos aspectos físicos, são mais simples de lidar.
Mas aí vem o carinho. O afeto. Os momentos a sós. Aquele abraço que você dizia não querer dar. Aquele colo que jurava que jamais ia ter de novo. Aquelas promessas bobas que fazem meu irracional voltar a tomar forma.
E vem o balde de gelo. Acompanhado de mais carinho. Fotos que mexem comigo. Lembranças do que a gente não viveu. Ciúmes daquilo que não é meu, nunca foi, nunca será. Porque você é um ser livre, único, peculiar, e que me encanta na sua essência de descobrir a vida e indagar sobre o que está ao seu redor.
Quando você faz uma lista de prós e contras, e me vejo encaixando nelas racionalmente falando, me aperta ainda mais, como um grito que quero soltar desesperadamente: dê-me uma chance de te fazer feliz ao meu lado.
Mas respeito tudo isso. Quando um não quer, dois não fazem. Quero a sua felicidade, acima de tudo, ainda que seja longe desta vida que só que te quer bem. E que quer estar ao seu lado, pelo tempo que for permitido, enquanto for permitido.
É um sentimento que vem tomando formas diferentes a cada vez que te vejo, a cada vez que te encontro. E todas elas, com um único propósito: te acompanhar e te querer bem. Cativar o seu sorriso. Mostrar o lado da vida que eu já consegui enxergar, e que você vê com outros olhos.
Suas reações espontâneas me deixam louco, louco de felicidade, louco de indagações, louco de desejo, louco de querer arrancar minha pele fora e te cobrir de beijos e carinho.
E, ao mesmo tempo, o que quero é um tempo longe de tudo isso. Para esquecer e fechar a chave desse coração, porque é difícil alguém ficar com essa peneira seletiva que se tornou minha alma. E que não quero dar a chance a alguém que seja menos do que você, e de todas as outras que um dia já ocuparam este espaço.
Cada uma que ocupou deixou sua cara, seu jeito, suas qualidades e seus defeitos em cada canto desse coração. Aquilo que quero, aquilo que amo, aquilo que desejo, aquilo que tolero, e aquilo que não dá. E, neste momento, não dá pra aceitar nada menos do que isso. Nada menos do que você. Vocês.
Deixar a fotografia destes pensamentos, destes momentos, destes desejos, torna-se essencial. Para desafogar a alma. Para subjugar estes anseios. Para que você possa ficar com o meu passado, e que eu realmente possa me apaixonar pelo futuro.
sábado, agosto 24, 2019
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário