Não sei qual é o certo pela nova gramática portuguesa, mas é isso que estou sentindo. Quero falar o mínimo possível com as pessoas, quero me envolver o mínimo possível com elas, apesar do minha necessidade ser exatamente o contrário, pois esse vazio que sinto é enorme e imensurável nesse momento.
Poderia ser um problema no trabalho, mas não chega a ser. Apesar de trabalhar com atendimento ao público direto, isso não me afeta pois nada ali é pessoal, nem deve ser. Às vezes, sinto que posso estar sendo um pouco frio ou ríspido demais, mas como não sou chefe e não chego a destratar clientes, então acho que está tudo bem.
Hoje a única pessoa a quem eu contei por cima o ocorrido me perguntou se estou bem. Uma pergunta simples, que eu respondi apenas com "vou indo", e mudei rapidamente de assunto. Mas é a verdade, e isso apenas me fez sentir um pouco melhor, bizarramente. Creio que eu não venha a espalhar mais esse vazio, dor, angústia, ou sei lá o que se passa aqui dentro. Desculpe, não é que eu não tenha a quem confiar, mas quero descarregar essa onda de energia negativa na menor quantidade possível em outras pessoas, principalmente naquelas com quem me importo muito.
Ainda não consigo parar de pensar em você, e só em você. Sei que isso vai passar, mas quando? Hoje assisti Watchmen, por causa de um comentário seu, achei muito bom o filme e pesadíssimo, tem alguns temas e histórias que jamais imaginaria contados num filme baseado numa hq. E logicamente, associei tudo em como seria de nós comentando sobre o filme... fato que não vai mais acontecer.
Coisas mundanas que eu sinto falta, e só eu. Pois você tem alguém pra isso, sempre teve e sempre terá. E eu te invejo nisso. Uma inveja boa, mas uma inveja. E assim sigo por mais um tempo nesse meu casulo.
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