segunda-feira, julho 02, 2012

Um Ano

Hoje completou um ano que, após a drástica tomada decisão da remoção de agência, fui tomar posse como Escriturário novamente, desta vez em Itaquera. Um ano que foram de muitas mudanças, expectativas, alegrias e tristezas, mas com poucos arrependimentos e um saldo bastante positivo de tudo que aconteceu.

Hoje começa uma nova batalha, agora uma luta real, com possibilidades, onde sei que haverão dificuldades contra as quais não poderei enfrentar, pois nesse embate nada é justo e cada um usa as cartas que tem. Eu não possuo nenhuma, só tenho a minha face pra dar a bater.

São muitas as coisas que quero provar aos outros, mas mais do que tudo, a mim mesmo. De que, novamente, sou capaz, de ir mais além, de que mesmo não contando com o fator sorte, QI, beleza, genialidade ou quaisquer outras características que independem da própria pessoa, o que depender de mim vou dar o meu melhor.

Cansei desse discurso de que é só para mim. Não, é para os outros, é para que eles possam sentir orgulho daquilo que conquistei, e daquilo que eu VOU conquistar. E não é para todos, é para um punhado de pessoas que cabe na palma da mão, mas que guardo aqui dentro com muito carinho.

Eu vou, e agora que a possibilidade se abriu, é real, e está lá me jogando na cara a todo momento, estou mais calmo. O meu estado de ansiedade na semana passada era algo absurdo, se alguém conseguisse captar minha aura ia notar uma tormenta maluca de sentimentos e angústias, e de uma vontade de sair berrando pra lá de Bagdá.

Pode demorar uma semana, um mês, um ano. Mais tardar, um ano. Tenho plena certeza disso. O importante é não deixar a peteca cair. Que os outros me desanimem. Que o mundo, que não gira ao meu redor nem ao meu favor, é um mundo bacana de se viver, ao contrário do que dizem. How far must we run before they do not recognise us?

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