Não tenho perfil de líder. Não penso rápido, não articulo bem, não tenho carisma. Tenho razoável raciocínio lógico, que às vezes só eu entendo. Procuro entender o todo, ao meu modo, sem me especificar. Procuro contra-argumentar com embasamento sólido na medida do possível, dado o meu pífio conhecimento sem um Google.com disponível na mão. E assim vou tentando levar a vida.
Não é de hoje que tenho que puxar pra mim essa responsabilidade, fato impensável há anos atrás. É bom ficar no anonimato, no segundo plano, seguindo ordens e não tomando decisões. Mas chega um momento da vida, onde não há a quem seguir, em que você mesmo tem que tomar as rédeas da situação e tentar mostrar o caminho.
Ano passado foi durante a greve. Posso dizer que fui o grande responsável por ter feito acontecer a greve, na agência onde eu estava, ano passado. E posso dizer que foi divertido fazer isso, ao seu modo. Questionar, indagar, fazer as pessoas refletirem, e de um certo modo, dar meus pitacos de influência enquanto elas pensavam por si próprias. Engajá-las um pouco mais, fazê-los acreditar, quando eu mesmo não acreditava.
Hoje, foi na faculdade. A TGI não estava saindo. Ninguém nem tinha começado. Ninguém sabia por onde começar. Não que eu seja um expert nisso, pelo contrário, nunca fiz um, e nos cursos anteriores, nem teria que fazer ao final deles, não era obrigatório. Mas tenho uma noção básica, sei da necessidade de pesquisa extensa, ler muito, interpretar muito, escrever muito, e botar todas essas referências bibliográficas. Dá um trabalho danado, que eu ainda não tenho a real dimensão do que será. E já falei grosso, já fui chato, e vamos ver no que vai dar. Não quero levar ninguém nas costas, nem vou. Estou lá pra aprender, estou disposto a fazer o meu melhor, mas não vou fazer o serviço de 2 sem ganhar nada por isso. Sim, vivemos num mundo capitalista meu caro. ;D
terça-feira, setembro 20, 2011
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