Talvez eu seja um louco. Talvez eu queria achar agulha no palheiro. Talvez eu queria criar dragões quando não passam de lagartos. Mas às vezes percebo nas pequenas palavras, nos pequenos gestos e olhares, nas pequenas pausas, significados além daquilo que realmente foi dito, expresso, ou seria transcrito de forma literal.
Tampouco é sempre que percebo isso. Tampouco isso funciona nas horas que são mais importantes na minha vida pessoal. Tampouco deixo de ser frio e calculista quando preciso seguir mais o coração, e tampouco esse lado impulsivo e emocional aquieta-se quando o cérebro é quem deveria tomar as rédeas do momento. E eu posso estar completamente errado inclusive quanto ao uso da palavra "tampouco".
Procuro estar atento aos acontecimentos ao meu redor. Às vezes as conversas alheias podem ser importantes, e se fossem para ser secretas, não deveriam ocorrer em alto e bom tom atrás de mim, pois não sou de ficar espionando. Procuro falar e escrever com o melhor do português, com todas as suas pausas e separações, e busco evitar palavras que dificilmente abrangem uma totalidade da verdade, como 'sempre', 'nunca', 'tudo'. Procuro também nas pequenas reações, uma mão solta, um olhar sorridente, um desdém com o canto superior esquerdo da boca, o significado por trás daquelas palavras tão simples e tão cheias de subjetividade.
E nessas repetições que me deixo levar, é exatamente para induzir ao desvio do assunto, e tentar manipular todo esse complexo pensamento que ainda não sei aonde quero chegar. Ainda não tenho uma prática efetiva para essa teoria, nada comprovada e, certamente, nada certeira. A certeza é que, talvez, eu venha a acertar isso conforme o tempo passar, e certo de que nada disso importará.
Ok, é hora de dormir. Outro dia desenvolvo melhor isso. Tudo e nada. Pequenos detalhes.
quinta-feira, setembro 15, 2011
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