terça-feira, setembro 06, 2011

Under The Bridge

Hoje pela manhã, numa conversa que tive com minha mãe, relembrei de algo que já cheguei a refletir bastante sobre, e pelo menos não escrevi sobre isso há menos de 1 ano. Sobre a válvula de escape que precisamos ter, para mantermos nossa sanidade.

O que seria essa válvula de escape? Ela pode vir de várias formas, cores e tons. Ela pode ser um objeto, uma pessoa, um exercício ou algo subjetivo. Um amigo, o companheiro, corrida ao ar livre, pinturas, ouvir uma música, gastar dinheiro, escrever um blog, embebedar-se ou sair numa pegação geral na micareta.

A minha, por exemplo, são alguns amigos específicos que tenho, em quem confio plenamente, e apesar de não seguir suas sugestões à risca (e ter consciência que muitas vezes, as sugestões deles são ótimas e muito melhores que as que eu efetivamente realizei), tenho total respeito e agradecimento por eles ainda terem a paciência por me ouvirem, refletirem, e tentarem me ajudar, cada um ao seu modo.

Tenho também este blog, onde vou jogando uma série de aleatoriedades, sem realmente me preocupar se agrado alguém. O importante é eu descarregar, tudo aquilo que me vem à cabeça, e que eu consigo lembrar quando chego na frente do computador.

Meus vícios são uma válvula de escape da realidade, como os jogos. Mas eles realmente não me ajudam a refletir, ou tentar buscar uma solução para o problema que enfrento. E apesar de jogar bastante ainda hoje, é muito menos do que o fazia antes. Isso é bom. Procuro me focar mais nos dois meios acima. Buscar uma atividade do próprio interesse, onde você possa desenvolver algo, raciocínio, criatividade, habilidade manual, qualquer coisa. Andar, aprender a tocar um instrumento, mexer num aplicativo de computador. É bom se perder no tempo em algo que goste.

Ler também é ótimo. Relendo o blog, vi como certas leituras, ainda que ficções, mas de temas variados, me ajudaram a tentar enxergar tanto o meu mundinho fechado, como o mundo à minha volta. E tentar entender um pouco mais tudo isso que se passa nessa cachola. Confesso que sou um fã de minha própria escrita, e provavelmente o único, tanto que nesses momentos de insônia me perco no tempo relendo meus próprios posts mais antigos.

Às vezes o(a) companheiro(a) pode desempenhar esse papel. Mas é complicado quando, ao invés da cumplicidade e do companheirismo, há a sensação de cobrança, da expectativa, do querer agradar, do não querer causar. Eu hoje tenho plena certeza que isso é o que mais busco numa relação (e talvez por isso venha a não conseguir encontrar mais ninguém nessa vida HAHAHA!), e me sentiria sufocado se me visse preso à essa realidade que muitos casais enfrentam. Compartilhar a vida, e não limitá-la, é pedir demais isso?

E o título é só por causa da música que quero ouvir agora!

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